sábado, 5 de março de 2016

Como montar um bar


Apresentação


Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender?

Nas grandes cidades, existe um bar em cada esquina, mas para cada bar há um público diferente. É exatamente isso que faz com que exista sempre espaço para todos os investidores neste mercado. Ter como negócio um bar não é tão simples assim, é preciso ter certeza que seu perfil seja adequado para o tipo de investimento. Esse tipo de negócio exige muita dedicação e comprometimento. O atendimento ao público é o fator principal para o sucesso, mas, além disso, a carga horária desse tipo de investimento é bastante pesada e exige uma atenção maior.


O Bar é um negócio que oferece um ambiente agradável onde os amigos se encontram, conversam, tomam bebidas geladas ou quentes, acompanhadas de petiscos. Está presente em todas as cidades e em todos os lugares, mudando suas características de acordo com os hábitos e cultura do local.

O Bar atua como ambiente social integrador, tornando-se ponto de referência e algumas vezes conhecido por seus clientes famosos ou personalidades, bem como por seu cardápio ou especialidades gastronômicas.

Cada vez mais atrativos são oferecidos pelo bar: a beleza do ambiente e da decoração, o som, o prazer de ter pessoas agradáveis com quem conversar, a possibilidade de descontração, música, jogos, etc.

O negócio de bares e restaurantes é o que oferece o maior número de empregos, juntamente com a construção civil. No Brasil este negócio é responsável direto por 2 milhões de pequenos empresários e a geração de no mínimo 5 milhões de empregos.

O segmento é também muito importante para a atração de turistas e nos grandes centros urbanos é uma das principais opções de lazer da população. Vida noturna e gastronomia são respectivamente a primeira e a segunda atração turística numa cidade como São Paulo, conforme demonstra pesquisa realizada pelo jornal Folha de São Paulo.

O serviço prestado por um bar deverá ser concebido com visão profissional, o que irá requerer uma avaliação objetiva sobre a forma de atuação, público alvo, localização, cardápio de comidas e bebidas a serem oferecidas, bem como as expectativas comerciais que esse tipo de empreendimento requer.

Para a elaboração de um plano de negócios consulte o SEBRAE mais próximo.

Se quiser mais detalhes é só clicar em: Baixar PDF



Como montar um bar



Veja como montar um bar passo a passo. Leia esse artigo até o fim e você vai saber o que é necessário para abrir um bar de sucesso.

O bar é simplesmente um ponto de encontro entre amigos para jogar conversa fora tomando cerveja ou alguma bebida quente acompanhada de petiscos. É uma das principais opções de lazer em grandes e médias cidades.

Atualmente os bares procuram se destacar através de uma decoração temática, cardápios específicos para cada dia da semana e programações musicais.

Esse mercado movimenta muito dinheiro e é responsável por mais de cinco milhões de empregos diretos. São mais de dois milhões de micro e pequenas empresas atuando nesse segmento em todo o país.

Montar um bar pode ser muito lucrativo, mas é preciso saber lidar com a concorrência de maneira inovadora e bom atendimento.  Para manter o estoque em dia, procure por fornecedores próximos à sua cidade, contrate funcionários com o mínimo de experiência em lidar com o público, ofereça um diferencial  no menu e na estratégia de marketing da empresa.



Mercado de bares


Você pode escolher entre vários modelos de negócio, do botequim ao bar temático.

O mercado de bares é gigante e tem boas perspectivas a curto, médio e longo prazo devido ao aumento de poder aquisitivo da população em geral.

Para você ter uma ideia de acordo com a ABRASELl (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) esse setor conta com mais de 350 mil estabelecimentos e movimenta cerca de R$ 4 bilhões por ano.

Segundo a ABRASELI, apenas 15% dos bares que são abertos no Brasil sobrevivem após dois anos. Isso se deve à grande concorrência nesse setor, o que exige criatividade e bom faro de negócios do empreendedor.

Prefira abrir um bar no caminho que seu cliente faz para voltar para casa no final do dia. Escolha o local de acordo com o público que você deseja atrair. Locais próximos a faculdades, cursinhos e escritórios costumam dar bom retorno.

Outro ponto importante é estacionamento. Escolha um ponto que tenha um bom fluxo de carros e pessoas e que possua uma área de estacionamento disponível.


Investimento


Um investimento como um bar, exige que o empreendedor tenha espírito de liderança, ousadia  e inovação além de, um capital de no mínimo R$70 mil (bar simples de pequeno porte).



Capital de Giro


O capital de giro deverá ser de no mínimo R$20 mil. Faça um balanço das contas fixas como, luz, água, telefone, internet, gaz, prefeitura, imposto, aluguel, e funcionários, e depois contabilize os gastos variáveis como, mercadoria. Estipule desta forma, um valor mensal de gastos e depois multiplique por no mínimo 18 meses.



Localização


Após definido a abertura de um bar é fundamental definir o tipo de negócio e o público a ser atingido para que dessa forma o ponto comercial possa ser escolhido. Por existirem muitos bares a chance de ter diversos concorrentes ao redor de seu negócio é bem grande, mas isso não inibe o sucesso, podendo ser até mesmo uma grande oportunidade. Vale ressaltar que a localização deve ser de fácil acesso e com estacionamento, esses fatores diferenciam o negócio dos demais.

O ponto comercial definido é hora de correr atrás da legalização, por ser um bar e trabalhar com alimentos é essencial o alvará de funcionamento e da vigilância sanitária, esses fatores devem ser vistos diretamente na prefeitura de sua cidade.



Exigências legais


Para começar, procure um contador de sua confiança. É esse profissional que vai te orientar sobre os aspectos legais e burocráticos do seu empreendimento.

Alguns procedimentos para montar um bar podem variar de cidade para cidade, mas esses a seguir são os procedimentos básicos:

Escolha do tipo de sociedade da empresa, do nome e criação do contrato social;
Registro na Junta Comercial de sua cidade;
Inscrição do CNPJ na Receita Federal;
Registro na Secretaria da Fazenda;
Registro na Secretaria Estadual da Saúde - Solicitação de licença sanitária;
Solicitação de Vistoriadas condições de segurança e proteção contra incêndio no Corpo de Bombeiros;
Inscrição na Prefeitura para conseguir o alvará de localização; e,
Registro no Sindicato Patronal.

Importante frisar que a Lei federal 9.294 de 1996 proíbe o fumo em todo ambiente público e fechado e é válida em todo o território nacional. Além disso, pode ser complementada por legislação estadual, e às vezes municipal, específica sobre o tema. Consulte a associação de bares da sua cidade.



Veja outras restrições e obrigações que seu estabelecimento deverá seguir


Lei 8069 de 13/07/90, dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente. No artigo 81 estabelece a proibição da venda de bebidas alcoólicas à criança ou adolescente.
Resolução RDC nº. 216, de 15 de setembro de 2004, da ANVISA, a qual determina que restaurantes, lanchonetes, padarias, cantinas, bufês, comissarias, confeitarias, delicatéssens, pastelarias, cozinhas industriais e institucionais, rotisserias e congêneres adotem procedimentos para se adequarem ao Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação; e,

Resolução RDC nº. 218, de 29 de julho de 2005. Dispõe sobre o Regulamento Técnico de Procedimentos Higiênico-Sanitários para Manipulação de Alimentos e Bebidas Preparados com Vegetais.



Estrutura de um bar


Essa parte não tem segredo. A estrutura do local deverá ser divida entre: recepção, escritório, um salão para a colocação das mesas, balcão de bebidas, depósito para o estoque e a área da cozinha, banheiros masculino e feminino, sala de jogos (opcional), e palco para músicos ou apresentação de stand-up (comediantes).

O balcão merece atenção especial e deve estar em um local bem escolhido e de acesso imediato. O tampo deve ser de material de fácil higienização.

O salão para servir bebidas deve estar localizado em área ampla e agradável para a permanência dos clientes. Além disso, precisa ter tamanho suficiente para permitir a movimentação dos garçons.

As bebidas mais nobres, como wisky  e vodkas importadas, merecem um lugar de destaque nas prateleiras. Algumas garrafas possuem design que por si só servem de decoração e despertam o desejo de degustá-las.

Dê uma atenção especial à iluminação. Coloque pequenas lâmpadas atrás das garrafas para destacar as cores das bebidas.

Os bancos devem ser confortáveis e giratórios. Cuide para que o cliente fique com a maior parte o tronco acima do balcão para facilitar o manuseio dos produtos.



Equipe de trabalho


A quantidade de funcionários é proporcional a estrutura do seu bar. Você precisará contratar garçons, cozinheira, chapeiro, barman ou barwoman, balconista e caixa e Auxiliar de limpeza.

Você ou uma pessoa de sua confiança poderá ficar no caixa. Treine seus funcionários para que o atendimento e o serviço sejam impecáveis. Crie um uniforme adequado para a sua equipe de acordo com a função de cada um.



Automação


A automação é importante em qualquer setor. No setor de alimentos, como em lanchonetes, restaurantes, padarias e bares, o sistema automatizado auxilia na anotação do pedido e no pagamento. As agendas de anotações mais modernas transferem o pedido ao caixa com apenas um clique. Facilita o atendimento e o pagamento, além de conferir modernidade ao ambiente.




Equipamentos para abrir um bar



Para o salão e área interna do balcão serão necessários os seguintes equipamentos:

01 microcomputador completo;
01 impressora;
01 linha telefônica;
01 impressora de cupom fiscal;
Mesas, cadeiras, armários, de acordo com o dimensionamento das instalações;
Prateleiras para bebidas;
Gaveteiro para guardar dinheiro, cheques e tickets de cartões de débito e crédito;
Equipamento para recebimento através de cartões de débito e crédito;
Aparelho de TV e DVD player;
Geladeira vertical especial para cerveja;
Estufas para salgados;
Sistema de ar condicionado dimensionado de acordo com o tamanho do ambiente;
Equipamento de som;
Materiais de uso diário, tais como: talheres, pratos, copos, panelas, cinzeiros, etc.;
Banquetas;



Móveis e equipamentos para a área de cozinha

Os utensílios de cozinha assim como freezers, geladeiras e fogão, devem ser definidos de acordo com o projeto do empreendedor. Os móveis devem combinar com a proposta de público, e estilo do bar, e podem variar de acordo com o ambiente. Dependendo da localização do bar e do público alvo, contrate um manobrista. Abaixo uma lista mais completa:

Freezer horizontal com geladeira;
Fogão industrial;
Balcão frigorífico;
Chapa com aquecimento a gás;
Exaustor;
Filtro de água;
Espremedor de frutas;
Liquidificador;
Estufa;
Fritadeira elétrica;
Panelas, assadeiras, etc.;
Forno de micro-ondas;



Para o balcão:

Coqueteleira ou shaker para preparar coquetéis batidos;
Pinça de uso geral;
Dosadeira; e,
Produtos para vender no bar.



Os produtos que você vai vender no bar são as bebidas, os pratos e petiscos:

Bebidas mais procuradas


Cervejas;
Vinhos;
Wisky;
Vodka;
Energéticos;
Refrigerantes;
Aguardente de cana;
Run;
Martini;
Campari;
Chopp;e,
Sucos.


Petiscos mais vendidos


Queijos e frios;
Carnes variadas;
Batata frita;
Mandioca;
Bolinhos diversos;
Linguiças; e,
Salsichas.



Dica


Um grande diferencial está na criatividade, o empreendedor criativo e ousado vale por dois, decore o bar com temas exclusivos, explore os espaços e ofereça serviço e atendimento de alta qualidade fechando acordo com bons fornecedores e produtos de primeira linha.

Preocupe-se em desenvolver um menu com uma grande variedade de alimentos e bebidas, para satisfazer todos os gostos.

Reserve uma área para fumantes. Na decoração, abuse dos lustres e luminárias para criar ambientes agradáveis e requintados.



Conclusão


Montar um bar é uma tarefa trabalhosa e os riscos são altos, não posso te iludir.

Porém, se você fizer a escolha correta do ponto comercial, montar uma equipe de trabalho competente e atrair o público certo para o seu bar, os riscos diminuem.

Espero ter te ajudado a esclarecer alguns dos pontos mais importantes na hora de abrir um bar.

Se você gostou, deixe um comentário dizendo o que achou do artigo.



Inspire-se nesta história real de uma pessoa batalhadora



"Sem tempo de sair de férias"

Você está disposto a sacrificar a vida pessoal e o tempo reservado à família para dedicar-se a um negócio só seu?.....

Há casos em que a falta de tempo para o descanso e o lazer é compensada pela natureza do negócio. Antonio Augusto Deleuse trabalhou durante 26 anos como gerente da Rhodia. Nesse período, tirava férias regularmente. Sua paixão pelo jazz o fez largar tudo para concretizar um projeto antigo: montar um bar com música ao vivo. Desde 1995, Deleuse administra o All of Jazz, uma das melhores casas do gênero em São Paulo. Supervisiona o caixa, fecha comandas, contrata músicos, checa o som, anota reservas de mesas e executa uma série de outras pequenas tarefas no bar. Quando dá tempo, ataca de barman, preparando os coquetéis que apreciava quando estava do outro lado do balcão.

A nova rotina de Deleuse não é fácil. Alem fica no bar das 20h às 6h, dorme durante o dia, almoça por volta das 17h e resolve um ou outro probleminha antes de voltar ao batente.

Hoje seus rendimentos são inferiores ao salário que tinha na Rhodia. Em compensação, trabalha rodeado de posteres de Billie Holiday, Miles Davis e Charlie Parker, ouvindo música de primeira.

Os clientes do bar são quase todos amantes de Jazz, com quem ele pode conversar sobre uma nova cantora revelada na Europa ou uma gravação de John Coltrane. Para o ex-executivo, a mudança valeu a pena. Mesmo quando está sufocado pelo trabalho, Deleuse sempre consegue encarar o All of Jazz como extensão do hobby cultivado há décadas.



Fontes:
All of Jazz
Pequenos Negócios Lucrativos
Franquia Empresa


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

10 bebidas alcoólicas populares na história


O etanol é um velho parceiro da humanidade. Praticamente cada povo, época e região soube obter etanol das fontes disponíveis de glicose e do manuseio inteligente do fungo saccaromyces cerevisae. O etanol é calmante e desfaz a autocensura. Como diziam os romanos: “no vinho, há verdade”. Portanto pode ser útil em conquista amorosa, em espionagem e na diplomacia.

Há vários fatos históricos e míticos relacionados ao etanol. Apesar de ser uma droga aceita socialmente, é problema de saúde publica, está por trás de muitos acidentes de carro, abusos contra mulheres e crianças e faltas ao trabalho. Além disso, o etanol é um excelente exemplo de que após descriminalizar uma droga, é praticamente impossível recriminalizá-la, vide o gangsterismo nos EUA após Crise de 1929 e Lei Seca.

Esta lista foi enviada pelo grande Klaus Provenzano.


1. Hidromel


A mais antiga bebida alcoólica parece ser o hidromel. Desde Paleolítico, humanos notam que coisas imersas no mel custam a estragar. Isto porque no mel há duas condições que prejudicam a multiplicação de fungos e bactérias: alta osmolaridade e presença de antibóticos naturais. Mas, bastando diluí-lo em água e esperar, obtém-se, da fermentaçao do mel, o etanol. Além de ser consumida em Roma e na Grécia Antiga, outras culturas antigas consumidoras desta bebida foram os celtas, os saxões e os vikings. Também era conhecido o consumo de uma bebida similar pelos maias. Na Mitologia Nórdica, o hidromel aparecia como a bebida favorita dos deuses.

Produto fermentado: mel


2. Cerveja


Da fermentaçao da cevada, os antigo egípcios produziram várias cervejas que apreciavam ao ponto de chamá-las de pão líquido e considerarem artigo de cesta básica. Egípcios já conheciam  a cerveja loira, a morena e a ruiva. Uma das cervejas vermelhas egípcias era chamada de “aquela-que-parou-Sekmet”, uma menção ao mito que a deusa-leoa, viciada em sangue, só interrompeu sua missão de extinguir a humanidade quando foi embriagada por seu irmão, o deus Thot. A cerveja do mundo mediterrâneo alcançou o mundo celto-germano, onde disputou como hidromel a preferência. Uma cervejaria em Munique foi palco da primeira tentativa de Hitler tomar o poder. E também foi em uma cervejaria na mesma cidade a tentativa frustrada de matar o ditador alemão.

Produto fermentado: cevada


3. Vinho


Da fermentação da uva, típica trepadeira do clima mediterrâneo, surge o emblemático vinho que marcou diversos eventos históricos. O verão seco do clima desidrata a uva e a torna mais doce. Provavelmente criado pelos sumérios, ele aparece em mitos do dilúvio, paralelos a Torá. O consumo de vinho entre greco-romanos no dia-a-dia envolvia colocar água para manter a lucidez da conversa. A proporção era ditada pelo anfitrião e o vinho era diluído em uma cratera (buraco no centro da sala ou grande recipiente, do qual todos se serviam). Quando o vinho alcançou o mundo celto-germano regado a hidromel e cerveja, o vinho fez grande sucesso sem a diluição. Por isso, os greco-romanos diziam que tomar vinho não-diluido fora das festas religiosas era costume bárbaro.

Produto fermentado: uva


4. Saquê


Obtido da fermentação do arroz, o saquê começa sua conquista do Japão junto com o próprio arroz ainda no Período Yamato. O arroz já havia conquistado as lavouras da China do sul onde substituiu o painço e o trigo. O arroz é uma erva do pântano e exige um clima muito mais úmido, ele é nativo do Sudeste Asiático e de lá foi transplantado para o Sul da China e para a bacia do Ganges por humanos. A Índia védica e a China han deveriam ter suas próprias versões de saquê. Os povos do Extremo Oriente tem genes que determinam a acetilação (destruição do etanol pelo corpo do usuário) mais lenta, o que explica sua forte reação corando suas faces e a embriaguez mais intensa e prolongada com menores doses.

Produto fermentado: arroz


5. Arake


O arake é obtido da fermentação da cana-de-açúcar, seguida de sua destilação e tempero de baunilha. A cana também é nativa dos pântanos do sudeste asiático. Foi levada para o pantanoso Baixo Egito por Alexandre Magno, onde era conhecida como mel vegetal. Os islâmicos conquistaram o Egito no século VII e desenvolveram a alquimia. A alquimia é a precursora da ciência química. O destilador ou alambique já era conhecido dos gregos de Alexandria. Com vidraria especial, aquece-se a mistura de fluidos, cujos componentes tem diferentes pontos de ebulição. Captura-se rápido os vapores (espíritos) desprendidos sequencialmente e resfria-se cada um deles rapidamente pela contra-passagem de água fria. Mas foram os árabes que usaram o alambique (palavra árabe) para obter álcool (outra palavra árabe).

Produto fermentado: cana-de-açúcar


Curiosidade


Arak é um termo de origem árabe para denominar os destilados. A bebida mais famosa desse tipo é o batavia arak, produzido em Java, Indonésia, à base de arroz fermentado e melado de açúcar, e envelhecido por cerca de dez anos.


6. Whisky


Etanol destilado, pode ser obtido de trigo e outros grãos, tipicamente plantados na Europa Ocidental e depois envelhecido em barris de carvalho. Técnica árabe, foi adotada por monges italianos e é descrita por Ramon Lull, pensador cristão das Baleares. A bebida era conhecida como “água da vida”, com fins medicinais (permitia a adoção de procedimentos dolorosos). A bebida logo passou a uso dos cirurgiões barbeiros e, na Escócia do século XV, passou a ser usada mais indiscriminadamente. A celtização da “água vital” originou a palavra whisky. Entre os whiskys , o mais famoso é o escocês (daí o nome Scotsh) e, como admite mistura de plantas para fazer o malte (o amido pré-digerido antes de fermentar), também é conhecido como blended. O whisky é muito usado para combater a sensação de frio, mas, na verdade, induz a uma perigosa hipotermia. Assim, mantenha-se agasalhado se for beber whisky no frio.

Produto fermentado: trigo e outros grãos


7. Airag


Os mongóis tinham uma vida quase totalmente dependente de seus rebanhos, com pouquíssima agricultura. Portanto, sua fonte de etanol foi o leite de égua fermentado. Acetiladores lentos, algumas decisões políticas errôneas dentro da família imperial foram tomadas sob “espírito do etanol”. Após conquistarem a Pérsia e a China, rapidamente trocaram o airag por vinhos, arakes, saquês e cervejas. Antes deles, os hunos também deviam fazer uso pesado do airag, mas foi o vinho romano que matou o grande Átila aos pouquinhos. O alcoolismo crônico pode destruir o fígado e outros órgãos. A destruição do fígado leva a formação de grossas varizes no esôfago. Átila, durante a lua-de-mel, vomitou sangue e se afogou nele. Uma consequência do alcoolismo agudo (vômito com engasgo) com a do crônico (rotura das varizes). Uma morte nada glamorosa, segundo autores de hoje. Uma morte justa, segundo autores cristãos da época.

Produto fermentado: leite


8. Vodka



É outro destilado. Aqui o etanol é obtido da batata.  A batata é um tubérculo nativo das regiões frias dos Andes. Ela pode estocar muita água para aguentar períodos de seca, mas germina fácil, com a mais leve umidade. Era o alimento dos povos andinos. Os espanhóis levaram a batata para a Europa, onde prosperou em diversas montanhas, como os Apeninos, Alpes, Pirineus, Montanhas Irlandesas e Urais e causou um grande boom populacional, com consequência importante para história europeia a partir de Napoleão. Um fungo acabou sendo transplantado dos Andes para a Irlanda, provocando grande fome e emigração para os EUA. A batata somente fermentada não produzia etanol de qualidade porque tinha alto teor de água e estragava fácil, com bactérias competidoras do fungo saccaromyces. Nos Urais, os russos resolveram destilar a batata fermentada, produzindo a bebida com maior teor de etanol de todas.

Produto fermentado: batata


9. Tequila


Na Mesoamérica dos maias e astecas, prosperava um parente da batata, o tomate, que não se prestou à base de nenhuma bebida alcoólica, apenas como algo para dar sabor (o famoso Bloody Mary, referência à vida e à morte da rainha anglo-escocesa Maria). Mas aqueles povos fermentavam o cacto agave-azul, obtendo a famosa tequila, que também foi turbinada pela destilaçao vinda da Eurásia. A tequila é um problema de saúde coletiva antigo no México. Pelas leis mexicanas, a tequila pode ser produzida apenas no estado de Jalisco e em regiões limitadas de Guanajuato, Michoacán, Nayarit, e Tamaulipas. O México clama o direito internacional exclusivo da palavra “tequila”, ameaçando ações legais contra produtores de destilados de agave-azul em outros países.

Produto fermentado: cacto agave-azul


10. Cachaça


A cachaça é uma bebida de grande importância cultural, social e econômica para o Brasil, e está relacionada diretamente ao início da colonização do País e à atividade açucareira. A geração inicial de colonizadores apreciava a bagaceira portuguesa e o vinho do porto. Assim como a alimentação, toda bebida era importada da metrópole. Em algum engenho é descoberto o vinho de cana-de-açúcar, que é o resultado do caldo de cana fermentado, como também dos subprodutos da produção do açúcar, como as espumas e o melaço misturados à água. É uma bebida limpa, em comparação com o cauim – vinho produzido pelos índios, no qual todos cospem num enorme caldeirão de barro para ajudar na fermentação do milho. Os senhores de engenho passam a servir o tal caldo, denominado cagaça, para os escravos.

Produto fermentado: cana-de-açúcar



Fonte: História Digital



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sábado, 19 de dezembro de 2015

Copo com luzes de LED ajuda a fazer drinks perfeitos


Texto escrito em 03/10/2014
por: ALINE JESUS

Uma coqueteleira promete te ajudar a fazer drinks perfeitos. A Ozz é um projeto que está no Kickstarter e usa luzes de LED para indicar a quantidade certa de ingredientes. O dispositivo, que foi idealizado por um grupo de holandeses, ainda conta com um aplicativo e oferece receitas para que os usuários façam as melhores bebidas.

Ozz é coqueteleira inteligente que funciona com app (Foto: Divulgação)
É muito fácil fazer os drinks com o aparelho. Primeiro, é preciso ter o aplicativo do Ozz instalado no seu Android ou iOS. Escolha a receita que deseja fazer e vá em frente. No fundo do copo há um display interativo de LED, que só é visível para quem faz o drink. Ele irá orientar a respeito da quantidade ideal de ingredientes.

Pelo app, o usuário ainda pode ler uma série de informações sobre drinks. Há dicas de como melhorar o preparo das bebidas, buscas por receitas de acordo com a seu gosto e criação de perfis para personalizar as recomendações feitas pelo software.

O Ozz tem um visual arrojado, com esferas brancas na base do copo que lembram os globos das boates. Além disso, as luzes de LED piscam na hora de beber, o que dá um efeito divertido.

O visual arrojado é um dos destaques do Ozz (Foto: Divulgação)

Até agora, mais de 100 pessoas deram contribuições para o projeto, que arrecadou quase € 9 mil (R$ 28 mil em conversão direta) em quatro dias. Faltam 25 dias do fim do crowdfunding e o Ozz precisa de mais € 141 mil (R$ 434 mil). Agora, a contribuição mais barata que dá direito a uma unidade do aparelho é de € 79 (R$ 243). A previsão de entrega é para abril de 2015 e envios internacionais custam € 20 (R$ 61) a mais.

Fonte: Techtudo

Existe uma música do Barman!


Você sabia que existe uma música do Barman?


Barman
Autor: Juan Zelada

One.
Two.
One two.

Barman, won't you poor me another drink,
I'm on an existential brink,
I was thinking you might help to solve a puzzle in my soul,
Maybe that ain't so.
No, no, Barman,
Got to believe the words I say,
Even if I speak this way,
I'm convinced I saw a glitter of hope drowning in your eyes,
Gonna make things bright.

When the moon is big, can you see things clear,
There's a lucid feel in the atmosphere,
All I need, is a little one of those.

And then I'll hop on home,
One more for the road,
Then I'll hop on home.
Just one more for the road.

You see it's not about the booze,
It's about the life you choose,
It's about the girl you know,
Who would always be your muse,
I've been confused many times before,
But this I can't refuse won't you give me just one more.
Just one more for the road,
And then I'll hop on home.
One more for the road.

When the moon is big,can you see things clear,
There's a lucid feel in the atmosphere,
All I need, is a little one of those.

And then I'll hop on home,
Just one more for the road,
Then I'll hop on home.
Just one more for the road.

Barman, barman (One more for the road.)
Got to believe me.

Just one more for the road.

Barman, why can't you be her?
I swear she left me dry,
For some other guy.
Barman, sure it's good to know (Uh uh uh)
There's a girl over there,
Standing at the bar,
She won't give in easy but she'll take it far tonight.
I'm lost in her goodbyes.
Tonight,
I'm lost in her goodbyes.

As what do you get,
At the end of the day.
Time flies by you got nothing to say for yourself.

I'm a young man in a hurry with a tendency to flurry,
But if you would see beneath I would really feel at ease tonight.
I'm lost in her goodbyes.

When the moon is big, can you see things clear,
There's a lucid feel in the atmosphere,
All I need is a little one of those.

And then I'll hop on home,
One more for the road,
Then I'll hop on home.
Just one more for the road.

Barman, barman (One more for the road.)
Got to believe me.
When I say to you, Yeah.

Then I'll hop on home.
Then I'll hop on home.
Then I'll hop on home.

‘Cause I'm telling you no lies.
Barman.
Then I'll hop on home.

I'm telling no lies...

Veja o vídeo com a música abaixo:



Fonte: Vagalume


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Influência de 16 Bartenders na cultura de drinks no mundo


Quer saber de onde vem os drinks que você toma todo final de semana na balada?


Por: Juliana Andrade

A gente chega no balcão de um bar e pede um drink, mas nem imagina como ele foi parar ali. No máximo, vemos o barman usar os ingredientes mais conhecidos em uma alquimia especial sem nunca questionar a origem dessas bebidas deliciosas e suas histórias.

Pra você ter uma ideia, o primeiro livro sobre drinks foi lançado há mais de 100 anos, mais precisamente em 1862, por um cara chamado Jerry Thomas, o mesmo cara que era considerado por sua habilidades em misturar bebidas flamejantes.

Fizemos uma lista para você entender um pouco mais sobre os drinks que você anda bebendo por aí. Senta que lá vem história:

JERRY THOMAS

Foi Thomas publicou o primeiro livro sobre drinks, “The Bar-Tender’s Guide”. O livro foi lançado em 1862 e há mais de 100 anos vem influenciando a profissão no mundo inteiro. O impacto de Jerry é atemporal, ele é considerado o pai da mixologia e era muito famoso por sua habilidades em misturar bebidas flamejantes.


KAZUO UYEDA

Começou atrás dos bares em 1960 e se tornou um dos bartenders mais respeitados do mundo. Kazuo já ganhou vários concursos de coquetéis e também é autor de vários livros. Ele é responsável por levar as técnicas de bartending japonesas pelo mundo, uma delas é o “hard shake”, método utilizado pela nova geração de bartenders.


ADA COLEMAN

No inicio do século 20, Coleman comandava o American Bar, no Hotel Savoy, em Londres, e foi uma das primeiras mulheres a ser reconhecida como bartender. Além de fazer drinks pros famosos da época, ela também foi a mentora de Harry Craddock, o bartender mais famoso entre 1920 e 1930.


HARRY CRADDOCK

O norte-americano Harry Craddock deixou os EUA depois da Lei Seca implantada no país. Ele acabou indo parar no American Bar, no Hotel Savoy, em Londres. onde popularizou o Dry Martini e publicou o “The Savoy Cockail Book”, em 1930. O livro é uma referência para quem gosta de misturar drinks clássicos.


PATRICK GAVIN DUFFY

O bartender já serviu drinks para famosos como Mark Twain, Oscar Wilde e JP Morgan, e sua vasta experiência por trás dos bares lhe rendeu os livros “The Official Mixer’s Manual” e “The Standard Bartender Guide”.


DAVID EMBURY

Por incrível que pareça, David Embury não era nem bartender e nem jornalista, mas ele foi o primeiro conhecedor de drinks que publicou um livro sobre o tema. “The Fine Art of Mixing Drinks” foi publicado em 1948 e é considerado o primeiro guia de coquetel para amadores e profissionais.


HUGO ENSSLIN

O alemão escreveu um livro de receitas de drinks em 1917 e foi o último livro a ser publicado nos EUA antes da Lei Seca entrar em vigor. Foi a primeira vez que alguém incluiu a receita do coquetel Aviation em um livro. O Drink leva gin, licor marrasquino, suco de lima da pérsia e creme de violeta. Ensslin é considerado um grande influenciador de Harry Craddock e Patrick Gavin Duffy.


TONY ABOU - GANIM

Começou sua carreira bartending em 1980 e, três décadas depois, influenciou uma galera. O cara tem um império de bartending, que vai desde uma linha especial para bartenders, aparições na televisão e o The Modern Mixologist .


HARRY JOHNSON

Harry publicou “Bartenders’ Manual” antes do século 20. Até hoje ele é reeditado e qualquer bartender que se preze já deu uma olhada neste livro para alguma orientação ou aperfeiçoamento de seus drinks. Foi o primeiro livro que ensinou como ser um barman e como fazer um coquetel. Suas teorias se aplicam até hoje.


DONN PRAIA

Donn Praia é o criador do coquetel Zombie, sabe aquele drink engraçadão com um guarda-chuvinha pendurado? Esse mesmo. Donn foi o primeiro cara que abriu um restaurante estilo polinésio, com drinks extravagantes e comida típica da região.


VICTOR BERGERON

Em 1937, Victor transformou seu bar Hinky Dinks no Trader Vic, um restaurante super conhecido na Califórnia. Foi de lá que saiu o Mai Tai, famoso drink que leva rum, curaçau e xarope de amêndoas. Além de ser autor de vários drinks, Bergeron abriu mais de 20 restaurantes em todo o mundo.


JEFF BERRY

Autor de cinco livros sobre a cultura de coquetéis da polinésia e expert em desenterrar receitas de drinks que seguem essa estética. Atualmente, viaja pelo mundo contando histórias e fazendo workshops de bebidas tropicais. Ele ajudou a inspirar essa geração que aprecia drinks da cultura tiki.


SALVATORE CALABRESE

Ele é considerado um maestro das bebidas por seus colegas e é o barman mais premiado da Inglaterra. Salvatore já publicou 10 livros sobre coquetéis e sua primeira publicação, “Classic Cocktails”, vendeu cerca de um milhão de cópias.


DALE DEGROFF

Dizem que ele é o "Rei Coquetel". Em meados dos anos 80, DeGroff ganhou uma sequência de premiações enquanto comandava o New York City’s Rainbow Room. Dale era defensor de coquetéis clássicos que levavam ingredientes frescos. Durante sua carreira ele desenvolveu inúmeras receitas de coquetéis e inspirou centenas de bartenders ao redor do mundo. Atualmente, Dale é o presidente e fundador do Museum of the American Cocktail.


RAY FOLEY

Era ex-fuzileiro naval e bartender, Ray Foley lançou a Bartender Magazine há mais de trinta anos e por um bom tempo foi uma das poucas revistas dedicadas ao barman. Ray já escreveu vários livros e fundou “The Bartenders’ Foundation”, uma organização sem fins lucrativos que arrecada grana pros barmans e suas famílias.


ROBERT HESS

Robert é especialista em coquetéis, um dos fundadores do Museum of the American Cocktail e também do The Society Chantecler, um site que especializado procurado por entusiastas de coquetéis do mundo inteiro. Ah! Hess também é autor do livro "The Essential Bartender’s" , apresentador do programa The Cocktail Spirit e evangelista tecnológico na Microsoft. Mil e uma utilidades!



quinta-feira, 30 de abril de 2015

História do Álcool


Você sabia que...


A bebida alcoólica surgiu ao acaso durante o período Neolítico na pré-história? [1,2]

Alexandre, o Grande, caiu inconsciente depois de beber muito em seu ultimo banquete e veio a morrer dias depois de doença relacionada ao abuso de álcool? [3]

A regulamentação do comércio de vinho passou a existir de forma mais consistente a partir da Idade Média? [4]

As mulheres russas proletárias no inicio do século XX colocavam bebida destilada nas chupetas de seus filhos? [5]

Na Inglaterra do século XVIII o gim era conhecido como a bebida de preferência das mulheres? [6]

Apesar do abuso de álcool ter sido sempre criticado durante a história humana, o conceito de dependência alcoólica só foi surgir no final do século XVIII e início do século XIX? [7]


Quando tudo começou... 


Acredita-se que a bebida alcoólica teve origem na Pré-História, mais precisamente durante o período Neolítico quando houve a aparição da agricultura e a invenção da cerâmica. A partir de um processo de fermentação natural ocorrido há aproximadamente 10.000 anos o ser humano passou a consumir e a atribuir diferentes significados ao uso do álcool. Os celtas, gregos, romanos, egípcios e babilônios registraram de alguma forma o consumo e a produção de bebidas alcoólicas. [1,2]

A Embriaguez de Noé


Em uma das mais belas passagens do Antigo Testamento da Bíblia (Gênesis 9.21)  Noé, após o dilúvio, plantou vinha e fez o vinho. Fez uso da bebida a ponto de se embriagar. Reza a bíblia que Noé gritou, tirou a roupa e desmaiou. Momentos depois seu filho Caim o encontrou "tendo à mostra as suas vergonhas". Foi a primeiro relato que se tem conhecimento de um caso de embriaguez. Michelangelo, famoso pintor renascentista (1475-1564), se inspirou nesse episódio pintar um belíssimo afresco, com esse nome, no teto da Capela Sistina, no Vaticano. Nota-se, assim, que não apenas o uso de álcool, mas também a sua embriaguez, são aspectos que acompanham a humanidade desde seus primórdios.

O álcool através da história 


Grécia e Roma 


O solo e o clima na Grécia e em Roma eram especialmente ricos para o cultivo da uva e produção do vinho. Os gregos e romanos também conheceram a fermentação do mel e da cevada, mas o vinho era a bebida mais difundida nos dois impérios tendo importância social, religiosa e medicamentosa. [1,8]

No período da Grécia Antiga o dramaturgo grego Eurípedes (484 a.C.-406 a.C.) menciona nas Bacantes duas divindades de primeira grandeza para os humanos: Deméter, a deusa da agricultura que fornece os alimentos sólidos para nutrir os humanos, e Dionísio, o Deus do vinho e da festa (Baco para os Romanos). Apesar do vinho participar ativamente das celebrações sociais e religiosas greco-romanas, o abuso de álcool e a embriagues alcoólica já eram severamente censurados pelos dois povos. [1]

Egito Antigo


Os egípcios deixaram documentado nos papiros as etapas de fabricação, produção e comercialização da cerveja e do vinho. Eles também acreditavam que as bebidas fermentadas eliminavam os germes e parasitas e deveriam ser usadas como medicamentos, especialmente na luta contra os parasitas provenientes das águas do Nilo. [1,2]

Idade Média 


A comercialização do vinho e da cerveja cresce durante este período, assim como sua regulamentação. A intoxicação alcoólica (bebedeira) deixa de ser apenas condenada pela igreja e passa a ser considerada um pecado por esta instituição. [4]

Idade Moderna


Durante e Renascença passa a haver a fiscalização dos cabarés e tabernas, sendo estipulados horários de funcionamento destes locais. Os cabarés e tabernas eram considerados locais onde as pessoas podiam se manifestar livremente e o uso de álcool participa dos debates políticos que mais tarde vão desencadear na Revolução Francesa. [4]

Idade Contemporânea


O fim do século 18 e o início da Revolução Industrial é acompanhado de mudanças demográficas e de comportamentos sociais na Europa. É durante este período que o uso excessivo de bebida passa a ser visto por alguns como uma doença ou desordem. [7] Ainda no início e na metade do século 19 alguns estudiosos passam a tecer considerações sobre as diferenças entre as bebidas destiladas e as bebidas fermentadas, em especial o vinho. Neste sentido, Pasteur em 1865, não encontrando germes maléficos no vinho declara que esta é a mais higiênica das bebidas. [9]

Durante o século 20, países como a França passam a estabelecer a maioridade de 18 anos para o consumo de álcool e em janeiro de 1920 o estado Americano decreta a Lei Seca que teve duração de quase 12 anos. A Lei Seca proibiu a fabricação, venda, troca, transporte, importação, exportação, distribuição, posse e consumo de bebida alcoólica e foi considerada por muitos um desastre para a saúde pública e economia americana. [11] 
Proibição da Bebida Alcoólica

Foi no ano de 1952 com a primeira edição do DSM-I (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders) que o alcoolismo passou a ser tratado como doença. [7,10]

No ano de 1967, o conceito de doença do alcoolismo foi incorporado pela Organização Mundial de Saúde à Classificação Internacional das Doenças (CID-8), a partir da 8ª Conferência Mundial de Saúde. [12,13] No CID-8, os problemas relacionados ao uso de álcool foram inseridos dentro de uma categoria mais ampla de transtornos de personalidade e de neuroses. Esses problemas foram divididos em três categorias: dependência, episódios de beber excessivo (abuso) e beber excessivo habitual. A dependência de álcool foi caracterizada pelo uso compulsivo de bebidas alcoólicas e pela manifestação de sintomas de abstinência após a cessação do uso de álcool. [14]

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Citando as Fontes:


Referência(s):
1. Viala-Artigues, J. & Mechetti,C. (2003). Histoire de l´alcool archéologie partie 1.

2. McGovern, Patrick E. The Origins and Ancient History of Wine. (http://www.museum.upenn.edu/new/exhibits/online_exhibits/wine/wineintro.html).

3. Liappas,J.A., Lascaratos, J., Fafouti, S., Christodoulou, G.N., (2003). Alexander the Great´s relationship with alcohol. Addiction. 98. 561-567.

4. Viala-Artigues, J. & Mechetti,C. (2003). Histoire de l´alcool archéologie partie 2.

5. Phillips, L. (1999). In defense of their families: Working-Class Women, Alcohol, and Politics in Revolutionary Russia. Journal of Women´s History. Vol. 11. 97-120.

6. Warner,J. & Ivis, F. (2000). Centre for Addiction and Mental Health, Toronto. Eighteen-Century Life. 24. 85-105

7. Jerome, H.J. (1993). The concept of dependence: Historical Reflections. Alcohol Health and Research World. 17. 188-190.

8. Purcell, N. (2003). Diet, Community, And History At Rome. American Journal of Philology. 124. 329-358
(http://www.press.jhu.edu/journals/american_journal_of_philology/)

9. Viala-Artigues, J. & Mechetti,C. (2003). Histoire de l´alcool les temps modernes partie 1

10. Viala-Artigues, J. & Mechetti,C. (2003). Histoire de l´alcool les temps modernes partie 2

11. History of Alcohol. Alcohol and Tobacco Tax and Trade Bureau. US Department of Treasure

12.Lexicon of alcohol and drug terms – Organização Mundial de Saúde (OMS), 1994.

13.The natural history of alcoholism - George E. Vaillant. Harvard University Press, 1983.

14. Diagnostic Criteria for Alcohol Abuse and Dependence – National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism (NIAAA) - Alcohol Alert, No 30, 1995 (http://pubs.niaaa.nih.gov/publications/aa30.htm)

Fonte: CISA

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Tipos de Copos e Taças


O COPO CERTO PARA AQUELE MOMENTO EXATO


Quem nunca se deparou com essa situação, um jantar com amigos, um encontro romântico, um jantar em família ou mesmo em um restaurante chique...Assim como existem talheres para todas as situações, não poderia ser diferente com os copos (às vezes, chamado de taça para os copos com haste)... Apesar da questão parecer inofensiva e tão simples, nem todos tem certeza em suas escolhas dentre tantos formatos que assustam qualquer pessoa.

Com a crescente tendência do "apreciar a vida", constantemente, as pessoas tem tido interesse por vinhos, queijos, comida... gastronomia em geral... Começa a criar uma pequena adega, só esperando aquele momento certo para degustá-los... E ai quando vai abrir a primeira... PaNNN!! Qual copo e/ou taça vou usar? E vem logo a resposta desesperadora... NÃO SEI! L

Então, você vai no supermercado e vai tentar comprar um... Aí também vem a surpresa... nem eles sabem!! Hehehe Todos acham que os copos arredondados são copos de vinho e ponto, mas não é bem assim... rs

Com isso, você tentar pesquisar ou arriscar comprado um "bonitinho"... Se tem algo que deveria importar nesse caso com certeza não deveria ser a aparência. Já que os copos tem seus propósitos e existem desde as mais baixinhas e bojudas para as mais altas e esguias, cada uma tendo uma função diferente. Portanto, não é simplesmente uma questão de escolher a mais bonita e/ou estilosa, mas a mais apropriada. Porém, como são variadas as taças encontradas a venda, algumas bem exóticas e outras nem tanto, mas existem algumas que são comumente utilizadas.

Um copo e/ou taça tem no mínimo as seguintes partes:



Primeiramente, vamos as perguntas que importam na hora de escolher o copo:
1) Qual o melhor formato dos copos? Isso tem importância?
R: Sim, o formato tem um influência na sensação do contato dos lábios com o copo, e isso parece acentuar o sabor das bebidas, além de controlar a temperatura e o fulgor em determinados casos.

2) Longo ou curto? Com ou sem haste? Bojo pequeno ou grande?
R: Felizmente, nada é por acaso. Quanto maior a haste e/ou a espessura da base, maior será o controle de temperatura.

3) Básico ou enfeitado ?
R: Tanto faz, a estética não possui influencia direta e comprovada no acentuamento do sabor e/ou manter características das bebidas. Porém, temos que concordar que "O visual é tudo" resumi o que a apresentação causa, seja na hora de servir água ou aquele champanhe de $1.000.000... rsrs

Até parece que nunca ninguém tomou café, suco, água ou até mesmo bebidas mais finas, como vinho e champanhe, em um copo recém terminado de "requeijão" e/ou "molho de tomate", mas como está sendo descrito... Copo não é tudo igual! Cada um serve para um tipo específico de bebida, para que ela possa ser apreciada de forma adequada. E com certeza saber servir em copo correto não é meramente uma frescura. :P

Afinal, existe muita diferença em tomar um champanhe em um copo de requeijão e numa taça flûte de crista, né?

Bom, depois dessas minhas observações e divagações, vamos aos principais tipos de copos e suas respectivas utilidades. (Rsrs) Para facilitar eu dividi em 2 (duas) categorias: Com e Sem Haste.

SEM HASTE


Copos de whisky

São copos usados não só para servir whisky mas outras bebidas com gelo. Usualmente são copos baixos, redondos ou quadrados


Copos Long Drink ou Collins ou HighTall

São copos altos (Collins ou tall) alto e estreito, deve ser o escolhido para servir bebidas com gelo, bem como aquelas que combinam duas bebidas diferentes (ex: gin tônico ou vodca) e também  para servir refrigerantes, bebidas com licor e sumos exóticos. O fato de o copo ser alto serve para manter o gás do refrigerante durante mais tempo na bebida. Existe também uma variante dos copos long drink que são ainda mais altos estreitos sendo usualmente gelados antes de ser colocada a bebida lá dentro.


Copos de vodka ou steinhäger

É um copo semelhante ao copo do shot porém um pouco mais alongado. É tradicionalmente usado para servir bebidas destiladas geladas, mas sem gelo; também pode ser usado para tequila pura e outras bebidas.


Canecas para irish coffee

São ótimas não só para o irish cofee mas também para bebidas alcoólicas quentes como cacau com brandy.


Copo de shot (Shot Drink)

Com o copinho fino, com base grossa, evita que o calor das mãos esquente a bebida. Este copo serve bebidas sem gelo e geralmente puras como a Aquavit, próprio para bebidas puras, sem gelo, é como se fosse uma dose tem capacidade entre 40 a 60 ml. Serve também para fazer medições das bebidas para elaborar os coquetéis. O seu similar brasileiro é o copo de pinga e engana-se quem pensa que o shot drink é próprio para a tequila, o destilado de agave tem seu copo próprio chamado “Cabalito”.


Thumbler

Pode vir em diversos tamanhos, sua borda larga permite drinques volumosos com gelo e decoração.


Copo Old Fashioned

Este é clássico para servir whisky e destilados com gelo. Geralmente baixo, arredondado e pesado, ótimo para o preparo de coquetéis ou whisky com gelo. Pode ser usado para drinks como caipirinhas e vários outros coktails, é um copo médio varia de 180 ml. a 250 ml.


Cerveja e chope

Copo de tamanho alongado, conhecido como tulipa. Esse formato favorece a formação de espuma e ajuda a manter a temperatura.




COM HASTE



Copos de champanhe/espumante tipo Flûte Estreito

Os copos de champanhe/espumante existem numa diversidade de estilos e tamanhos, esta é uma das taças que todo mundo sabe só de olhar e muito presente nos filmes, mas o estilo alto e fino da taça de champagne/espumante não é só por elegância. Sua principal função é preservar o perlage (as bolhas) e efervescência dos espumantes. A borda fina controla a quantidade que chega à boca e direciona perfeitamente os aromas para o nariz. A haste costuma ser longa para evitar o contato das mãos com o bojo (nossa mão é quente por natureza e facilmente esquentaria o vinho, comprometendo seus cheiros e sabores). Os copos de champanhe altos (flûte) são ideais para servir não só champanhe e/ou espumantes, pois preservam o gás do mesmo, mas também para servir cocktails de champanhe dentre outros gaseificados.


Copos de champanhe/espumante tipo Flûte Aberto

Com características semelhantes ao do tipo Flûte Estreito, os copos de champanhe do tipo Flûte Aberto são ideais para servir não só champanhe e/ou espumantes, mas também para servir cocktails de champanhe dentre outros gaseificados. O seu formato faz com que a bebida flua rapidamente dando uma sensação de suavidade à bebida.


Copos de cocktail ou martíni

São copos muito elegantes, específicos para servir martínis ou cocktails com ou sem gelo. O fato de ter um pé alto serve para que se possa pegar no copo por esse mesmo pé evitando que a bebida aqueça. Este copo existe em diversos tamanhos: o mais pequeno serve para servir a bebida mais vezes mantendo-a mais fresca, o maior serve para servir uma maior quantidade de bebida requerendo mais gelo. É o campeão no preparo de drinks, concorrendo somente com o Old-fashioned.


Copos de Brandy ou Conhaque

Como o próprio nome já diz, é a taça ideal para conhaque, também usada para alguns tipos de licores e derivados de vinho (como o vermute). Seu bojo é grande, ajudando a "girar" e aerar a bebida. Por outro lado, a Boca é estreita, o que faz com que os aromas licorosos se intensifiquem e é útil para manter o álcool e o aroma dentro do copo, enquanto se vai apreciando a bebida. São copos de balão que também podem ser utilizados para beber whisky sem gelo ou aguardente velha.


Copos tulipa, parfait ou cerveja

É um copo curvado e com um formato largamente arredondado. Com o corpo "bojudo", é ideal para bebidas cremosas, à base de creme de leite e leite condensado e por este motivo é o eleito para servir bebidas que contenham fruta e/ou gelados. Também é utilizado para servir cerveja: os copos de cerveja em tulipa são os mais tradicionais e os mais versáteis para os diversos tipos de cerveja.


Copos de porto ou vinho de sobremesa

É conhecida por este nome graças a um dos fortificados que mais se popularizou pelo mundo: o vinho do Porto. É mais fina porque essas variedades são consumidas em quantidades menores. A borda pequena segue o mesmo princípio do copo Brandy e serve para intensificar os aromas mais doces. Além disso, o fato de ir afinando a partir da base ajuda a controlar o fluxo da bebida, que segue diretamente para a ponta da língua, na parte que melhor percebe o doce. São usados para beber um pouco de porto ou de licor com a sobremesa. São copos de pequena estatura e podem ser utilizados para pequenos cocktails criativos como vodka com sal.


Copos de vinho tinto

Estes copos são aconselhados para servir vinho tinto (que são servidos idealmente entre 15ºC e 20ºC ) mais encorpado e rico em taninos como o Cabernet Sauvignon. A parte de baixo do copo redonda e a parte de cima alongada permitem ao vinho arejar e suavizar. Este copo permite que os taninos e ácidos se dissipem enquanto os taninos suaves e o aroma frutado do vinho permaneçam., Além disso, a haste longa serve para evitar o calor da mão e a boca mais estreita que o bojo ajuda a prender o aroma. Em geral, devem ser de borda finas transparente e sem lapidações para permitir análise visual do vinho.


Vinho branco

A taça é menor do que a de vinho tinto porque a bebida deve ser servida aos poucos, para não esquentar, o vinho branco são bebidos em temperaturas mais baixas, entre 6ºC e 10ºC, por isso a haste mais longa (que evita o contato com a mão) e o bojo bem menor (que diminui as trocas de calor e para conservar o aroma mais delicado do que o do vinho tinto). A boca estreita favorece a doçura e os sabores frutados, maiores trunfos dos vinhos brancos. É usada para servir, também, vinho rosé pelos mesmos motivos.


Copo de vinho Burgundy ou Pinot Noir

São copos para os vinhos mais leves e suaves. Estes vinhos, como o Pinot Noir, necessitam de desenvolver o seu aroma, que se dissipa muito rapidamente. Por isso o copo é mais estreito no fundo e depois termina a curvar para dentro, permitindo ao aroma das uvas mais jovens ficar dentro do copo e não desaparecer rapidamente.


Copos Montrachet

São os copos adequados para um vinho branco mais encorpado como um Chardonnay. Estes copos mais abertos permitem que o ar entre e suavize a acidez dando ênfase ao aroma frutado.


Margarita ou Coupette

Com haste fina e boca larga é indicada para servir o coquetel típico mexicano. Na hora de servir esse drinque, costuma-se molhar a borda da taça com suco de limão e depois encostá-la em um prato com sal.


Sherry

É a taça ideal para os vinhos espanhóis jerez (também conhecidos como xeres ou sherry), os fortificados mais antigos do mundo. Seja doce ou seco, a tradição desde os tempos antigos é bebê-lo em taças pequenas de lados quase retos (não é preciso girar o jerez, basta deixa-lo seguir seu caminho até a boca uniformemente).


Borgonha

Com o bojo maior, geralmente redondo, tem o formato que muitos chamam de “balão”. Os vinhos da Borgonha costumam ser muito complexos, por isso precisam de oxigênio para liberar seus aromas. A borda bem aberta e a base larga aumentam a superfície de vinho que entra em contato com o ar. Além dos Pinot Noirs da região, a taça recebe bem os espanholíssimos tintos de Rioja e os mais clássicos italianos – Barbera, Amarone, Nebbiolo.


Bordeaux

É a maior e mais famosa taça de todas (um pouco mais magra que a Borgonha apenas). Muitos utilizam como curinga para vinhos tintos, pois eles se beneficiam de seu bojo largo e alto, que facilita a “giradinha” e a oxigenação de que as notas mais complexas dos tintos tanto precisam. A aba superior pode ser mais ou menos aberta – quanto menor for, mais se sentem os sabores frutados. É a melhor taça para beber as uvas que vêm de Bordeaux: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Malbec, entre outras.


Copo ISO

É o copo de degustação (a sigla em inglês se refere à Organização Internacional de Padrões). É um copo curinga, funciona para todos os tipos de vinho. Bojo médio, aba média e haste média. Deixa a desejar apenas nos vinhos mais complexos – pode ser mais difícil notar suas notas.


Um belo exemplo de copos e taças:


O Copo Certo para Cada Cerveja - Foto cedida por Fernando Leme.

Fonte: Max Gastronomy


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